Ações de 2018

 

Em 2018 abordaremos três temas: prevenção ao uso de drogas, protagonismo juvenil e formação para o mercado de trabalho. A problemática do uso de drogas no Brasil, que se configura como uma das expressões da questão social tem sido alvo de esforços diferenciados por parte de Governo, da sociedade civil, de empresas privadas e diversas outras organizações. Na contemporaneidade, têm-se procurado desenvolver estratégias que não se atenham a resolver as situações geradas pelo uso de drogas, pela dependência química, pela vulnerabilidade social, envolvimento em práticas ilegais; antecipam-se, sim, a implementar ações que tenham como finalidade principal a prevenção ao uso. Tal busca se orienta pela necessidade constatada em estudos e em pesquisas das mais diversas áreas do conhecimento que apontam para o desafio de se desenvolverem ações que tenham como foco as atitudes preventivas, uma vez que práticas como a criminalização do usuário, a repressão pontual e limitada (desenvolvidas até recentemente na história brasileira) não tiveram sua eficácia constatada na diminuição dos casos de dependência química e todas as situações advindas da mesma.  O crime organizado é uma das principais ameaças à segurança pública e representa um entrave para os desenvolvimentos social, econômico e político das sociedades, em todo o mundo. Trata-se de um fenômeno multifacetado que se manifesta em diferentes tipos de crime, tais como tráfico de drogas, tráfico de seres humanos, contrabando de migrantes, tráfico de armas, lavagem de dinheiro, entre outros. A criminalidade organizada vem sendo influenciada pela globalização, que tem implicado em profundas transformações na vida de pessoas, de sociedades e de Estados.

Envolver-se com drogas não é exclusividade de uma classe social, de uma etnia, de um gênero, de uma orientação sexual, de uma faixa etária, de uma opção religiosa. É preciso ter atenção a este fato, pois a generalização implica na diminuição do repertório de estratégias de atendimento às pessoas. A discussão sobre o uso, o abuso e a dependência de substâncias psicoativas tem-se tornado mais freqüente nos meios de comunicação atuais. O abuso de drogas entre jovens tem sido uma das questões que mais afligem a sociedade contemporânea (Batista, 2008). As ONGs, que atendem crianças no contra turno escolar e a escola, encontram-se diante de um novo desafio e, nessa circunstância, educar para prevenção apresenta-se como a melhor alternativa para o enfrentamento do consumo de drogas entre assistidos. Baseada nesses dados acima e na realidade da Instituição, a proposta que se apresenta é de prevenção e de promoção a saúde.  O Estatuto da Criança e do Adolescente dispõe sobre a proteção integral à criança e ao adolescente e, em seu artigo 70, estabelece, como dever de todos, prevenir a ocorrência de ameaças ou violação dos seus direitos. O referido Estatuto, ainda, proíbe a venda de bebidas alcoólicas e de produtos cujos componentes possam causar dependência física ou psíquica a esse público. Dessa forma, é dever de todos protegê-los do uso dos diversos tipos de drogas existentes, sejam elas lícitas ou ilícitas. Com a aprovação da Política Nacional sobre Drogas  (27  de Outubro  de  2005,  o   Estado  Brasileiro reconheceu a NECESSIDADE DE SE TRABALHAR a para a prevenção.

A escola e as instituições que atendem crianças e adolescentes têm um papel fundamental no desenvolvimento intelectual e  social das crianças e adolescentes e a prevenção ao uso de drogas  é uma atitude a ser adquirida desde a infância  e promovida para toda a vida. Contudo, sem a participação da família e da comunidade não chegamos a lugar algum. É urgente a necessidade de trazer a família, promover palestras, orientar e conscientizar sobre as consequências do uso de drogas lícitas e ilícitas. A informação deve ser nossa maior aliada na quebra de estereótipos e na construção de novos saberes pelos assistidos. É correto afirmar que o uso, o abuso e a dependência dessas substâncias  podem  agravar  outras  situações  de vulnerabilidade  vivenciadas,  podendo  repercutir  na  qualidade  de  vida  das  famílias,  à medida  que,  dentre  outras  possibilidades,  pode  reduzir  a  capacidade  produtiva dos indivíduos; dificultar  as  relações  intrafamiliares;  potencializar  a  ocorrência  de  violência intrafamiliar e urbana. Da mesma forma, situações de vulnerabilidade e de risco social podem, em determinados contextos, potencializar  fatores  de  risco  ao  uso  de  droga.

A maioria das crianças e adolescentes atendidos no LAR possui histórico de vulnerabilidade social e, em alguns casos, há o rompimento de vínculos familiares: muitos residem somente com o pai, ou somente com a mãe e/ou com outros membros da família, como tios, avós, padrinhos, vizinhos, instituição de abrigamento e/ou famílias acolhedoras. Há crianças e adolescentes que estão em situações de risco de exploração sexual, tráfico e trabalho infantil. Algumas presenciam cenas de violências dentro de casa: são as oriundas de famílias com precário acesso a renda e a serviços públicos e com dificuldade de se manterem, mesmo sendo algumas delas beneficiárias de programas de transferência de renda como o Bolsa Família.  Sabemos que muitas famílias de crianças e adolescentes estão no sistema prisional, em decorrência do envolvimento com o uso e tráfico de drogas. Algumas crianças demonstram ter conhecimentos sobre as drogas que os familiares consomem ou vendem e alguns relatam já terem “visto” droga de perto. 

As atividades desenvolvidas contemplarão a realização de campanhas, eventos e gincanas de conscientização sobre os temas abordados. Serão utilizados vídeos, teatro, filmes, rodas de conversa, textos, músicas, jornais e revistas, situações cotidianas, palestras e instrumentos diversificados para garantir o aumento do conhecimento sobre os assuntos em pauta.

 

Quanto ao protagonismo os participantes serão responsáveis pelas campanhas de conscientização, atividades de dramatização, participação em eventos diversos realizados a públicos distintos (Espetáculo de dança, de Música, Show de Talentos, participação em torneios de xadrez, Lual, etc..) tudo para aumentar o seu conhecimento e de seus pares.

 

Serão realizados cursos de aumento de renda e atividades de formação para o mercado de trabalho. Os cursos previstos são: manicure e pedicure, desenho artístico de unha, auto maquiagem, photoshop, moviemaker, Informática básica, Excel, auxiliar administrativo ao longo de 2018.

 

Atividades de Adolescência,  Bordado, Capoeira, Cidadania, Dança, Esportes, Informática, Meio ambiente, Muay Thai, Música, Cursos Profissionalizantes, Reciclagem, Senar – Jovem Agricultor do futuro, Valores e Xadrez são estratégias importantes para prevenção ao uso, ao abuso e à dependência de drogas, à medida que se mostram prazerosas e capazes de gerar identidade grupal, em especial para crianças e adolescentes, que, em muitos casos, se encontram expostas a um ambiente familiar e comunitário no qual, dentre outras vulnerabilidades, figuram o consumo e a comercialização de drogas.

 

Para todas as crianças e adolescentes serão realizadas oficinas de prevenção ao uso de drogas e as de fortalecimento de vínculos que estão divididas em três eixos:

 

Fortalecimento pessoal 

  • Autoconhecimento - A minha estrela

  • Empatia – Auto estima

  • Autoconhecimento - Tudo sobre mim

  • Autoaceitação - Rir de si mesmo

  • Sonhos- projetos de vida

    Fortalecimento e convivência grupal 

  • A importância do trabalho em grupo

  • O contrato do grupo

  • Empatia – O feitiço virou contra o feiticeiro

  • Comunicação- Viver em grupo

  • Sonhos- Criatividade 

    Fortalecimento Familiar

  • Árvore da família atual - Comunicação familiar

  • Contrato de família - Profissões na família

  • Valores familiares – O que eu trago de casa

  • Desafio dos talentos em família

  • Heróis na família

  • A família inventada

  • Descontração familiar

  • Comunicação - Expressar o amor

  • Nossa história familiar

  • Passeio em família

Ações realizadas aos familiares: Atendimento psicossocial, visita domiciliar, orientação quanto aos programas de transferência de renda, situações jurídicas, apoio na organização familiar e realização de reuniões mensais abordando os temas levantados pelos mesmos.

 

Haverá eventos de convivência familiar como:

  • Celebração para a família ( maio e agosto)

  • Festa Junina (julho)

  • Chá dos Avos (outubro)

  • Celebração de Natal ( dezembro)

Cursos de aumento de renda: Serão ofertados a possibilidade das mães/responsáveis participarem dos cursos de manicure e pedicure, desenho artístico de unha, auto maquiagem.